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blah blah blah & blah, tirada do nalilo's photostream, no flickr
O nome da foto do álbum do nalilo, no flickr, acreditem é “blá,blá,blá”. E não parece mesmo?

Na cena final de um ótimo filme (Revolution Road, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet), um casal pra lá dos cinqüenta vê TV. Ele nota que ela está falando, então tira um protetor de ouvido para ouvi-la. Depois de observá-la por alguns poucos segundos, recoloca o protetor e volta o olhar para a TV. Ela segue falando…

A cena tem humor, mas é também tristinha. Lembrei-me de cenas reais de casais na meia idade em que presenciei o mesmo fenômeno: elas falando, eles meio que fingindo ouvi-las, por vezes até com carinho. Outro dia aconteceu comigo. Acordei com um sonho cheio de penduricalhos interessantes. No café da manhã, comecei a comentar animada. O retorno: “Ah, é?…hã…ah, é?”. Não dei bola, ele não é muito chegado mesmo a esse terreno dos sonhos. Na hora do jantar, no mesmo dia, estava lá eu entabulando outra conversa. O retorno: “Sei… Já acabou ou vai comer salada?… Jan, por favor, pode encerrar aqui…” E lá veio a empregada rapidinho tirar a mesa, sorriso maroto de cumplicidade na cara – ela também já entrou nos cinqüenta.

Antes que eu perceba algum protetor nos ouvidos dele, resolvi pesquisar informalmente o assunto. E achei coisas incríveis!

– Um estudo feito em 2005 na universidade britânica de Sheffield diz que o homem é incapaz de ficar escutando uma mulher falar por muito tempo. Ele fica esgotado por razões fisiológicas, desliga e não escuta mais. As mulheres teriam uma voz com sons mais complexos, em função de diferenças no tamanho e forma de suas cordas vocais e laringe, “e um esforço em atender durante muito tempo a conversa feminina poderia afetar a zona cerebral masculina”. Que me perdoe o pesquisador, mas isso não seria indício mais evidente de alguma deficiência, talvez falta de exercício, no cérebro masculino?

 
– Outra pesquisa de 2005, esta nacional, da USP, analisa a voz da mulher na menopausa,  apontando especificidades sob a influência de hormônios na laringe. Cita estudos clássicos que já constataram “rouquidão, compressão de registro, menor flexibilidade das pregas vocais, estabilidade vocal reduzida, perda de certas freqüências, rebaixamento da vibração intraglótica …”. O estudo não faz afirmações sobre o que me interessava mais: a voz da mulher dos cinqüentas fica pior ou melhor? Bom, cara fifty, faça uso de sua já comprovada maior habilidade verbal e aplique a informação da forma que lhe for mais conveniente.

 

– Notícia divulgada pela BBC : Na Universidade McMaster, do Canadá, foram realizadas gravações de falas de mulheres em períodos diferentes do mês. Ouvidas por homens e mulheres, as vozes avaliadas como mais atraentes eram de mulheres no pico do período fértil. Duas lições a tirar a respeito: as vozes masculinas nem foram consideradas atraentes; se você, fifty, ainda tem esses picos férteis, não desperdice conversando com o companheiro…

 

Anotem aí: aos 50, silêncio pode ser mais do que nunca a alma do negócio!

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