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Quando eu era menina adorava brincar de pular corda. E eu era boa nisso. Quando pulava sozinha. Quando brincava com os outros, era mais complicado. Sabe quando duas pessoas batem a corda e você tem de entrar no momento certo para pular? Pois é, me lembro ainda do frio na barriga que eu sentia frente a esse ‘grande ‘ desafio. A cabeça planejando, contando tempos, avaliando, escolhendo. Daí vinha a coragem e jáááááá! Eu começava a pular e instantaneamente esquecia o medo, era só prazer, um dos meus pequenos prazeres.

Pois é, resolvi entrar aqui. Para falar de tantos outros pequenos prazeres. Como Paris, cidade de infinitas viagens. Quer coisa mais deliciosa do que passear por lá? Conto os meus passeios.
Nesta temporada de verão parisiense, fui ao Parc Monceau , no 8eme. A história do parque é legal. Inicialmente, a área foi comprada pelo Duque d’Orléans, no dia seguinte ao seu casamento com a princesa de Penthièvre. Era 1769. Sua intenção era criar ali um lugar de prazer, para encontros e festas, um ‘país de ilusões’ como ele dizia . E assim foi feito. Muito tempo depois, em 1860, o parque foi comprado pela prefeitura de Paris e se tornou público.

O Barão Haussmann, que é o responsável pelo desenho de Paris que conhecemos hoje, resolveu dividir o parque Monceau em duas partes. Vendeu a metade para uma família de banqueiros (os Pereires), para que ali fizessem um loteamento de alto padrão. Haussmann queria valorizar a região. Na outra metade da área, foi mantido o jardim. As lindas casas que foram construídas no loteamento são as que existem no fundo do parque. Seus moradores têm o privilégio de usá-lo nos horários em que o parque se encontra fechado. Nada mal como quintal, hein?

Adoro o jardim do Monceau, que tem características de um jardim inglês, meio bagunçado e cheio de árvores do mundo todo. Há um Cedro do Líbano que deve ter uns 900 anos (na verdade, acho que são 200). É de uma majestade, com seus galhos enormes e pensos, emocionante. Outra árvore sensacional é um plátano, também com energias de milênios. Tem uma outra, japonesa…. E descobri lá uma Amoreira negra, que tem exatamente a minha idade. Foi plantada no dia em que eu nasci!

Outra coisa legal do parque é ser pouco visitado por turistas. É a turma do bairro, suas crianças, velhos e bichos que o freqüentam, o que o torna mais especial. 

 

Tanya Volpe Tanya Volpe é cozinheira. Já fui e fiz muitas coisas. Hoje leio, penso e escrevo sobre comida. Filosofia: Viver não é preciso, mas cozinhar e viajar…

A foto é minha, dos matinhos coloridos do parque Monceau: Parc Monceau, Bd Corcelles,  8ème, Paris (aberto das 7 h às 22 h no verão) Métro Monceau

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2 pensamentos em “Prazeres…

  1. Taninha (Tanynha achei que nao dava certo), gostei do texto, gostei da foto, gostei de voce ter entrado pra pular na corda batida por outras pessoas! Tenho muito forte essa lembranca, tambem. E sabe onde eu pulava corda? No Largo do Arouche!
    Bom, ja fiquei com vontade de visitar o tal Parc Monceau… E vou colecionar as proximas dicas pra minha proxima ida ate essa linda cidade.
    Beijo
    Thea

  2. Tanya, querida
    Bem-vinda ao mundo virtual com as suas dicas parisienses tão preciosas — já tive o privilégio de passear por lá seguindo aquela listinha de restaurantes e livrarias que você preparou tão carinhosamente pra mim, e certamente vou anotar muitas outras.
    beijo!

    Silvana

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