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Depois, bem depois dos 50, Jane Fonda continua ótima, mas na pele de Barbarella, a heroína erótica e divertida daquela ficção científica dos anos 60, ela será sempre divina. Não lembrava, mas leio agora num espaço virtual fashion que os modelos que ela usava no filme foram criados pelo espanhol Paco Rabanne. O estilista das roupas futuristas a decorou de metais e plásticos e fez história.

A Jane Barbarella me faz lembrar de uma amiga querida, que tem a mesma marca do erotismo divertido. Sabe dar um toque bem-humorado a qualquer história de sexo, descola vídeos aparentemente inocentes com boas surpresas picantes. Recordo um deles, no contexto da notícia de uma gravidez, que ela enviou para a futura avó. Delicado, bonito, falava dos recém-nascidos, fases da vida, lembranças marcantes. No final, uma imagem se encaixava nas tais lembranças que não podiam deixar de ser registradas no percurso do futuro bebê: estirado numa cama, o belo Reynaldo Gianecchini, peladíssimo. Congratulações assim, só dela.

E seu humor erótico deu as caras, totalmente às claras, na sua festa de 50 anos. Ela recebeu os amigos fantasiada de Barbarella — deliciosamente hilária, com uma enorme peruca loira e seios em cones pontudíssimos de plástico imitando metal . Provavelmente se fantasiou na 25 de Março, onde Paco Rabanne nunca deu expediente. Mas estava, como Jane Fonda, perfeita!

Elas têm mais em comum. Talentos de sobra como artistas, apenas em palcos diferentes. Jane estimula a imaginação nas telas do cinema. A Barbarella minha amiga cuida das fantasias dos outros no divã e faz das suas pura diversão.  Além de bruxa sábia nas questões da alma, ela é autora de livro, canta, dança, toca violão, venceria qualquer um naquele programa de música em que Blota Jr desafiava: “A palavra é…”

Ter gente assim ao lado, que curte vestir ou viver as fantasias, sempre faz sair no lucro aqueles que fogem delas, que nunca acharam graça nem em rodar de caipira na quadrilha junina.  Com uma amiga que adora dar festas encantadas, uma hora você cede, não quer ser a “espírito de porco”: põe um treco na cabeça, joga uma rede em cima da roupa e diz que está de aranha, até enfrenta um karaokê…  E, claro, acaba se divertindo muito, no mínimo sacando como as fantasias se encaixam bem ou não se encaixam nos outros convivas, como alguns resistem o quanto podem para, de repente, surpreenderem improvisando uma letra para um som japonês: Sushiiii kerê suchimiii ni Hiroshima… Ki ki kissoba…  E tem mais graça quando os melhores momentos dessas ocasiões chegam embrulhados de presente e, diante dos seus olhos, surge um velho amigo simplesmente trajando um boi. Só mugindo…

Se você não tem amigos como Barbarella, talvez uma rainha má, um escravo romano, uma havaiana ou cigana, um cawboy ou mesmo o boi ou leão, arranje. Quem prefere ver a vida do lado do avesso, precisa, de vez em quando, se envolver com as fantasias.

E deixo à Barbarella desafios para comemorações aos 60, 70, 80 e muito mais:

Úrsula Andrews saindo do mar com a faca pendurada no biquíni (oportunidade para descobrir um James Bond no pedaço); Dona Marta (não a Suplicy, a dos quadrinhos do Glauco); Furacão Katrina (para detonar!); Pata selvagem (ou voando com a própria natureza); Azeitona na empada ( o eu na globalização); Blota Jr em “a palavra é…” (muita moleza!); Ronaldo, o fenômeno (dominando todas …); Vitória de Samotracia (para quando perder a cabeça); e Sustentabilidade (que cairá bem aos 90).

 A foto é do poster do filme de 1968, dirigido por Roger Vadin, com Jane Fonda no papel inesquecível de Barbarella. Para saber mais sobre o filme, navegue pelo IMDb. Para assistir a um trecho do filme e relembrar,  clique aqui e vá para o Youtube.

 

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Um pensamento em “Desafiando Barbarella

  1. Sempre fui muito pouco competitiva, no sentido de não investir tempo nem esforço para ganhar,se fosse para ganhar sozinha.Havia apenas uma frase que em segundos colocava meu sistema a postos e em potência máxima para correr em direção ao que fosse: “Você não é mulher para…”
    Bastava ouvir essas palavras para que eu me superasse na performance, porque sempre tive muitas idéias e pouca execução… Lendo esse texto lindo (que vou guardar pra sempre no meu coração), penso que na próxima comemoração vou afirmar em alto e bom som: “Sou mulher suficiente para ter ao meu lado uma amiga tão especial que, além de saber como eu sou há tantos anos, ainda me dá um prêmio como esse! ” Esse prêmio eu gostei de ganhar sozinha! E não vou mandar beijo pra mamãe nem pra Xuxa, só pra você, Lélia, grande blogueira do pedaço! Um beijo carinhoso e agradecido.

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