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irina-palm_Marianne Faithfull

Quando ousamos convidar nosso blogueiro fifty, o Beto, que vem a ser inclusive, como vocês bem devem já ter percebido, aquela ave migratória do gênero masculino retratada no post GPS: Guia para Patos (não) Selvagens, nós sabíamos que a convivência traria certos…desafios. Mas jamais adivinharíamos o quanto essa visão mais, digamos, masculina, ampliaria nossa percepção do universo fifties! Com vocês, diretamente do lado avesso do feminino, O Verdadeiro Lado B de Irina Palm, por Beto Lyra.

Em tempo, não continue a ler se quiser se surpreender com o filme. O post do blogueiro (por que será que isso não me surpreende?), estraga toda a surpresa!!!

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Percebo, ao contrário do entendimento comum do filme, que Irina Palm não era a pessoa delicada e sensível, capaz de fazer coisas que jamais imaginou fazer apenas para conseguir dinheiro para o pagamento de caríssimo tratamento médico, último fio de esperança para a sobrevivência de seu neto, Ollie.

Maggie, o verdadeiro nome de Irina Palm, era somente uma mulher procurando suprir suas carências afetivas e sexuais.

Não concorda? Então me acompanhe.

Maggie casou cedo, com o único homem que diz ter conhecido, e enviuvou logo. Nunca mais se aproximou de outro homem.

Ora, inglês nunca foi famoso por ser bom amante. Inglês quer beber e, quando chegar em casa, jantar e continuar bebendo. Por consequencia, inglesa que quer vida sexual boa tem que atravessar o Canal ou dar uma esticada até a Grécia, como fez Shirley Valentine, outra inglesinha insatisfeita com seu casamento, no filme homônimo de 1989.

Mesmo após ficar viúva, Maggie não saiu da Inglaterra, assim como também não se aventurou com o fotógrafo Robert Kincald/Clint Eastwood, de Pontes de Madison, nem com o pilantra Mike, de Caminho das Indias. Ora, chupou o dedo, literalmente, esse tempo todo.

Assim, quando surge uma notícia ruim, como a de que seu neto não reage ao tratamento até então feito, Maggie pira e, inconscientemente (?) vai parar num porno-shop. Aí, na entrevista de emprego, faz cara de surpresa, de indignação, mas já estava “caidassa” pelo gigolô Mikki, que acariciou suas mãos e, o melhor de tudo, não pediu para ela cozinhar, como o ex-marido fazia.

Pronto, rapidamente ela se adaptou às novas funções e em nenhum momento deixou transparecer nojo ou raiva, pelo contrário, logo levou porta-retratos, garrafa térmica e caneca para o chá, além de um creme, que todo o mundo que assiste ao filme fica tentando ler o nome para depois comprar na farmácia. Em resumo, amava o que fazia. Pelo dinheiro? Não, é claro, pois se fosse pelo vil metal necessário para salvar seu neto, ela teria aceitado a proposta do concorrente de Mikki que quis roubá-la para seus quadros profissionais.

Maggie era uma devassa enrustida, com um certo olhar inocente, que dava a suas mãos a liberdade criativa de movimentos. Daí seu sucesso.

Agora, lembrando de meus tempos e escola, devo finalizar com a clássica abreviatura “C.Q.D.”, que significa “Conforme Queremos Demonstrar”.

Em tempo: só inglês para gostar de buraquear em sex-shop.

 Alberto Lyra                         

Nosso blogueiro convidado é Beto L, administrador de empresas, generalista sem ser superficial e objetivo sem ser detalhista. Filosofia: há muito humor no mau humor.

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12 pensamentos em “O verdadeiro plano de Irina Palm

  1. Julieta, você tem razão. A ocasião propícia pode muito bem ocasionar a erupção do vulcão adormecido. Talvez você tenha me dado uma boa idéia para outro post. Obrigado.

  2. Lélia, não sei quem é o José, mas sei que ele vai se extasiar se você de fato descobriu o nome do creme.
    Aliás, qual é mesmo o nome?

  3. Não assisti o filme, mas pelo que pude inferir, acho que afinal ela se realizou (sem perder a aura de santa). É uma situação invejável.

  4. Não tem dúvida, é invejável. E se você assistir ao filme verá que a nora de Maggie já dá claros sinais de que largará o marido pudico, desempregado e duro para se lançar na vida. Haja creme!

  5. É isso mesmo Maria Cecília. E agora que você evocou Walt Disney, fico imaginando como o diretor do filme não incluiu o Capitão Gancho como cliente do porno-shop.

  6. Pelas reações de algumas leitoras, parece-me que o autor acertou a mão. Quanto a certos hábitos daqueles ilhéus, basta dar uma volta por qualquer village ou town fora de Londres, pra sentir o drama. Diante do desafio de encarar aquelas coisas pálidas emolduradas por cabelos maltratados, talvez se justifique aquilo que o autor chamou de “buraquear”. Não deve ser nada tão espetacular como uma cerveja quente, mas já é alguma graça na vida daqueles pobres infelizes. Quanto ao creme, sempre ouvi dizer que não compensa.

  7. Uma constatação:
    As fifties tem nome, mas não tem sobrenome nem foto. Como o fifitie ai de cima tem nome, sobrenome e até foto, acho que o car é fake!!!
    Vocês criaram esse personagem só pra polemizar, e poder emitir chavões masculinos a respeito do universo feminino.
    Não é possível um cara ser tão depreciativo quanto às fifties, especialmente as pobres inglesas…

  8. Luciano, diante da sua afirmação quanto àquelas coisas pálidas emolduradas por cabelos maltratados, tendo a lhe dar o benefício da dúvida e imaginar que você sabe delas apenas por leitura, já que é um leitor inveterado. Mas não resta dúvida que você tem mão pra isso. Esclareço, mão para escrever posts para este blog. Por isso, com uma mente cremenosa como a sua, fica desde já convidado a me fazer companhia neste espaço (do blog, é claro) quando quiser e puder.

  9. Caio, sua constatação é perfeita. Parece que nossas fifties tem algo meio … secreto, para não dizer enrustido. De resto, não supervalorize meu post, é apenas uma contribuição de um novato que está sempre com a razão.

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