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Em SP temos alguns tantos restaurantes franceses. Uns simples, outros mais sofisticados. Há aqueles que se apropriam da palavra “ bistrot” para tentar nomear cozinha “simples”, que muitas vezes passa ao largo do menu esperado para essa categoria de restaurante. Há outros que  capricham tanto na decoração francesa parisiense que conseguem distrair a atenção da verdadeira razão de estarmos lá — a comida, fazendo com que nos sintamos em um “parque temático”. Temos, é certo, os “clássicos” que estão ali desde sempre, onde vamos para comemorações especiais.

E agora temos o Le Jazz, onde tudo parece estar na medida exata.

A pequena sala lembra um restaurantezinho de quartier. A decoração, o ladrilho hidráulico no chão, os espelhos, a luz amarelada. Os garçons vestidos a caráter, com seus aventais de cintura baixa, e o maître de colete preto completam o cenário. Dois ou três se deslocam com agilidade pelo salão sob o olhar atento do Gil (Gil Carvalhosa, um dos proprietários), que está sempre de olho em tudo de uma maneira cordial, acolhedora, no exercício confiante da sua  boa formação.

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O público também lembra o de um restaurante “de lá”. Sentam-se lado a lado pessoas de diversas faixas etárias, estudantes, trabalhadores da região, grupo de senhoras, pessoas desacompanhadas, chegando até a nos dar a ilusão da existência democrática de uma classe média, como podemos observar  quando viajamos para certos países europeus.

Acho que isso se deve aos preços cobrados ali que são um encanto à parte. Comida boa, bem servida e a preço justo.

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O menu enxuto, mas bem montado (por Chico Ferreira, chef e proprietário também), contempla alguns clássicos: Parmentier de rabada, brandade de bacalhau, filet au poivre e outro com molho béarnaise. E traz sempre duas opções de  peixes, uma opção com carneiro e outra com carne de porco. Uma pequena lista de saladas, sanduíches e entradas como a tábua de chacurterie acabam por contemplar todas os gostos e apetites. Sem falar no cassoulet e nas moules com fritas servidos nos fins de semana.

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O mesmo se repete nas sobremesas, onde para mim a estrela é o clafoutis de frutas vermelhas (eu adoro sobremesa quente com sorvete). Pouco doce como deve ser, o clafoutis é sempre  um final feliz até mesmo quando sai meio “chamuscado” demais nos momentos de muito movimento do restaurante. O sorvete artesanal da casa ainda pode melhorar bastante. É muito aguado e pouco batido.

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Paris pode ser aqui, por Tanya Volpe

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