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Amigas ampliam os horizontes e adoçam a o coração. Quando a rotina sossega, elas são a companhia perfeita para reinventar a vida.

Amigas ampliam horizontes e adoçam o coração. Quando a rotina sossega, elas são a companhia perfeita para reinventar a vida.

 

Depois da adolescência, depois da universidade, passados os primeiros anos em que estamos empenhadas em construir uma carreira, em geral a gente entra no que alguém já apelidou de “miolo” da vida. É o nosso momento equilibristas, tentando sem nunca dar conta de mil um papéis. Mãe, mulher, profissional, seja lá qual for a ordem dos fatores, a equação nunca se resolveu e, parece, vai ser difícil de resolver.

Desde que entramos no mercado de trabalho, várias gerações atrás, as mulheres se debatem com o drama de coordenar trabalho, filhos, casamento, lazer. O remédio? Tempo. Com o tempo, as crianças vão se tornando mais independentes, o marido é amestrado para assumir algumas tarefas em casa, a gente vai conquistando alguns privilégios e um pouco mais de segurança no trabalho. Mas ainda estamos no miolo. E ainda é preciso esperar mais tempo até que se tenha tempo para um pouco de vida pessoal.

Amigos, por exemplo, parecem um luxo nessa fase. A tendência é nos juntarmos a pessoas que vivem o mesmo script, buscando nas relações muito mais um apoio do que tudo aquilo que uma amizade representa. Jovens mamães, em geral, se agregam a outras jovens mamães. É comum também criar vínculos com companheiros de trabalho, com quem a convivência é intensiva e obrigatória.

Mas depois que as crianças deixam a casa, quando a lista do supermercado encolhe e o cesto de roupa suja quase perde a metade de sua carga usual, justamente no momento em que muitas de nós nos aposentamos…. começa um novo ciclo, com um imenso horizonte aberto a novos caminhos e enfim, temos tempo até para os amigos.  E daí descobrimos que já não temos tantos assim…

Os encontros circunstancias tendem a se dissolver quando o que nos unia, por exemplo aos pais de colegas dos filhos,  desaparece. Os velhos amigos, dos velhos tempos, acabaram se distanciando. E daí bate um sentimento de solidão. Pior: perdemos o hábito e a habilidade de fazer novas amizades ou recuperar aquelas que sempre valeram a pena e continuarão valendo. É como quando alguém se divorcia e tem de começar a “paquerar” de novo (um assunto que a gente vai tratar, com certeza).

O blog The huffingtonpost, que inspirou toda essa conversa, seguindo um padrão bem americano, responde a essa angústia propondo uma to do list absolutamente prática na busca de amigos. Vale a pena dar uma olhada.

1. Para ser interessante, se interesse. Não há nada mais atraente do que alguém engajado na vida. Leia, informe-se, volte para a escola, viaje. Todos os contatos podem ser enriquecedores, seja na academia de ginástica, num curso de arte, numa aula de dança, seja num grupo de trabalho voluntário cuja proposta tenha a ver com os seus interesses.

2. Não force a barra. Pra começo de conversa, faça contato sem se impor como presença na vida da outra pessoa. Intimidade se constrói aos poucos. Cuidado com a invasão. As pessoas precisam ir se conhecendo devagar até que se estabeleça um laço confortável e se estabeleça uma base de confiança. Não se exponha completamente e nem exija do outro uma abertura instantânea.

3. Diversifique. Conhecer gente diferente oxigena a sua visão de mundo e afasta os preconceitos. Vale entrar num clube de leitura, participar de um grupo de bordadeiras, entrar numa aula de história ou criar você mesma uma turma de ciclistas. Nessa altura da vida, você pode descobrir novas paixões e ampliar seus horizontes. Na internet, você encontra sites que reúnem pessoas em torno de vários temas.

4. Não se enrole na rede. Torne suas amizades virtuais em amigas presenciais. Descubra mais sobre suas amizades on line e veja se entre elas há alguém que possa inspirar um relacionamento mais próximo. Comece verificando quem tem interesses semelhantes ou, pelo contrário, gente que te interessa por não ter nada a ver consigo.

5. Repense. Talvez você tenha passado muito tempo vivendo e convivendo com gente muito parecida com você. É hora de expandir seu universo  e conhecer pessoas quem pensem diferente de você, gente mais velha ou mais moça, de outras profissões, de outros países.

Seja qual for a estratégia que você escolher, a convivência pode ser muito instigante para os dois lados.

http://www.huffingtonpost.com/

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8 pensamentos em “A arte de fazer novos amigos (aos 50 e tantos!)

  1. Muito boa essa abordagem do problema que realmente existe. Tenho um blog também que aborda esse problema e me sinto exatamente assim, como uma pessoa de 50 e poucos anos mas feliz pois coloco as dicas em prática.
    Espero ajudar também a muitas pessoas. Sucesso para vocês!

  2. Pingback: Namoro (via internet) depois dos 50 | Fifties

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