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A natureza humana precisa de momentos como esse, de absoluta tranquilidade

A natureza humana precisa de momentos como esse, de absoluta tranquilidade

 

Não são poucos nem apenas recentes os estudos que comprovam como a meditação pode aumentar a eficiência do cérebro. Já se constatou, nos meios científicos, que a prática tem efeitos importantes até na luta contra o câncer. “O homem carrega no seu código genético informações de doenças que eventualmente causem sua morte,” afirma o Dr. Paulo de Tarso Lima. “Mas pode-se ter a característica genética da doença e não desenvolvê-la. Isso depende da qualidade de vida. Comer bem, respirar melhor, praticar atividades físicas, lúdicas e contemplativas (como a meditação) são fatores impactantes no nosso bem-estar e, consequentemente, na resposta do corpo às doenças”, continua o médico responsável pelo grupo de Medicina Integrativa do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Com o respeito da ciência, hoje a meditação já é admitida em hospitais e aplicada como técnica complementar aliada a tratamentos médicos em várias áreas da saúde. “É uma ferramenta que convida o paciente a fazer a sua parte no tratamento, num gesto de autocuidado fundamental para completar a eficiência das tecnologias curativas do nosso tempo”, afirma Stephen Little, responsável pelo ensino de ‘Redução de Stress e Autocuidado com a Prática de Atenção Plena’ na equipe de Medicina Integrativa no Centro de Oncologia e Hematologia, do Hospital Albert Einstein. 

Os primeiros estudos sobre o efeito dessa prática contemplativa no funcionamento de cérebro surgiram no século passado. O interesse se intensificou a partir de 1970. Foi quando o Dr. Robert Keith Wallace, da Universidade da Califórnia, comprovou que o estado meditativo, mesmo em praticantes recentes, já propiciava alterações positivas no padrão de ondas cerebrais durante a meditação, além de aumentar o equilíbrio no consumo de oxigênio, no controle da frequência cardíaca.

Hoje, universidades de ponta como Harward, Wisconsin e Califórnia dedicam tempo e dinheiro ao assunto. No Brasil, um estudo do Instituto do Cérebro, do Hospital Albert Einstein, com a colaboração da Universidade Federal de São Paulo e do King’s College de Londres, investiga justamente como a meditação atua no cérebro em tarefas que exigem  atenção. “Cento e dez voluntários passaram por testes psicológicos e exame de ressonância magnética funcional antes e depois de um retiro de meditação. Além deles, um grupo controle não participou do retiro. Verificamos que para ter o mesmo desempenho no teste de atenção, os não-meditadores precisaram recrutar mais áreas cerebrais que aqueles que praticavam meditação regularmente”, explica a Dra. Elisa Kozasa, coordenadora do estudo.

Trabalhos anteriores realizados pela Universidade de Wisconsin demostraram que monges que meditam há muitos anos têm a habilidade de gerar por longos períodos ondas do tipo gama, também conhecidas como de alta frequência, relacionadas a um estado elevado de atenção contínua. Eles ainda se mostraram capazes de, durante a meditação, ativar mais áreas cerebrais relacionadas à atenção do que não meditadores, conclusões apoiadas em exames de ressonância magnética funcional.

“A meditação nos permite escolher”, sintetiza Elisa. “Quando você está dominado pelos pensamentos, perde a liberdade. Trazer a mente para um estado de quietude promove o equilíbrio necessário para se elaborar decisões conscientes. Meditar nos ajuda a desligar o piloto automático. Pode ser um caminho para se tornar uma pessoa melhor”, conclui a doutora, que faz questão de acrescentar que o processo exige disciplina, constância e treino.

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4 pensamentos em “Cérebro esperto e muita saúde? Medite!

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