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Amizade: pratique e viva bem até mais de 120 anos

Amizade: pratique e viva bem até mais de 120 anos

 

Com os avanços das ciências, a tendência é que muitos de nós possa viver até os 120 anos. Dados oficiais falam que brasileiros ganharam mais 11 na expectativa de vida. Como será que a notícia repercutiu entre nós?

Para responder a essa pergunta, uma pesquisa consultou mil brasileiros de quatro capitais para saber se sentiam preparados para essa ‘esticadinha’. Todos com mais de 70. O resultado mostra que os mais velhos se sentem mais dispostos a enfrentar a experiência de ser velho bem velho, apesar do que isso pode significar em termos de perdas e desconfortos, fantasmas que eles já começam a enfrentar a essa altura. Os pesquisadores acreditam que para quem já vivenciou a maturidade e continua gostando da vida, esse bônus não assusta. Já os jovens, que olham para os mais velhos com um certo preconceito, há receio.

A partir dos depoimentos colhidos nas entrevistas, a Rede Globo criou uma espécie de ‘Manual da Longevidade’, com o apoio de especialistas como Valmari Cristina Aranha, psicóloga da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, a nutricionista gerontóloga da Unifesp Myriam Najas e o médico geriatra da USP Wilson Jacob Filho. As regras são simples:

* Tem que comer de tudo sim — carboidrato, proteína, gordura, lembrando que a proteína é um substrato importante para que não se perca tanta massa muscular, processo natural na velhice.

* Tem de malhar! A atividade física — e aqui vale  todo tipo de exercício — é obrigatória, desde que adaptada às possibilidades de cada um. Não dá pra voltar a ser jovem, mas exercício garante mobilidade e mobilidade significa autonomia.

* Amigos. O convívio social é fundamental. Para manter a mente boa, você tem de continuar interagindo com a sociedade, seja trabalhando ou participando de grupos de lazer ou fazendo travalho voluntário. Quem puder continuar trabalhando, seja como empregado ou como autônomo, melhor ainda.

* Saber se adaptar às mudanças inerentes ao envelhecimento é outro ponto fundamental. O interesse sexual, a relação com o companheiro, por exemplo, mudam mas devem ser cultivados.

A pesquisa mostra a dependência e a doença como as principais medos da longevidade. Mas o campeão no ranking das preocupações é sem dúvida a solidão. Por isso, vamos falar um pouco mais dela.

O conselho dos pesquisadores é enfático: tenha amigos. E que não sejam todos da sua “turma” — as amizades têm de incluir pessoas de todos os tipos, idades e tendências. Gente jovem, por exemplo, contamina os mais velhos com sua energia e frescor e desafiam pontos de vista cristalizados pelo tempo com sua visão renovada de mundo.

Oxigenar a mente, eis o objetivo. Mas não se trata de juntar uma galera numerosa e transformar a vida numa festa. “Não é a quantidade, mas a qualidade de seus relacionamentos que importa”, disse Carla M. Perissinotto, geriatra americano que liderou o estudo da Universidade da Califórnia, em São Francisco, publicada em julho deste ano.

O interesse pelo tema vem dos números pouco simpáticos que as estatísticas revelam. Solitários com mais de 60 anos têm 45% mais chance de morrer mais cedo do que os que se sentem ligados a  outras pessoas, de acordo com essa mesma pesquisa. A solidão é um fator de risco importante também para o declínio funcional.

E, atenção: sentir-se solitário e estar sozinho são coisas muito diferentes — a maioria das pessoas solitárias (62,5%) que participou desse estudo era casada ou não morava sozinha.

As pessoas cronicamente solitárias – estimadas em 20% da população em geral e até 40% dos adultos com mais de 65 anos – podem ter problemas por causa da maneira como enxergam os outros, afirma Louise C. Hawkley, psicóloga da Universidade de Chicago. “Em vez de procurar por sinais de aceitação vindos dos outros, os solitárias ficam em alerta procurando sinais de rejeição”, disse ela.

Os estudos de Chicago, liderados por Hawkley, revelaram que a solidão crônica está associada a problemas de pressão arterial alta , doença cardíaca coronária, diminuição da resposta imunológica, depressão , dificuldades de sono, declínio cognitivo e demência. Até o momento, os pesquisadores ainda não compreenderam o modo como a solidão acelera o envelhecimento, diz Hawkley.

Esses trabalhos surgem em um momento em que um terço dos americanos com idades entre 45 e 63 anos está solteiro, o que indica um aumento de 50% desde 1980. O número de divórcios entre casais de meia-idade ou mais velhos também está aumentando, com um em cada quatro adultos com mais de 50 anos se divorciando, o que ameaça os vínculos com amigos e familiares.

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3 pensamentos em “Xô solidão!

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