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"Morrer de prazer": livro que reúne crônicas de Ruy Castro

“Morrer de prazer”: livro que reúne crônicas de Ruy Castro

Biografo de Garrincha, Carmen Miranda e Nelson Rodrigues, Ruy Castro lançou recentemente “Morrer de Prazer”, livro da editora Foz que reúne textos  (muitos deles já publicados em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo) que falam na maioria das vezes, sobre ele mesmo. O escritor de 65 anos reflete, entre outras coisas, sobre assuntos que muito nos interessam: a passagem do tempo, o desejo de jogar-se à vida, cinema, comida… A identificação é quase imediata, ainda mais quando o leitor é, assim como Ruy e assim como nós, um “baby boomer”.

A seguir alguns trechos que grifamos no nosso exemplar de “Morrer de Prazer”.

“Aos 39, eu já tinha saído não só da casa dos meus pais como de dois casamentos e 12 empregos, e morado em dez endereços de quatro cidades em dois continentes. Era só no que os garotos da minha geração pensavam – jogar-se à vida, longe da saia materna ou da mesada paterna.”

“Para os que ainda não chegaram a ela, ‘melhor idade’ é quando você pensa duas vezes antes de se baixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abril e agora tetra de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.”

“Bem, passaram-se décadas e os “baby boomers” já podem ser avaliados. Em vários departamentos, não fizemos feio. Ativos desde os anos 60, implantamos o sexo sem culpa, a consciência ecológica, os direitos das mulheres, das minorias e dos animais, revolucionamos a tecnologia, avançamos espetacularmente a medicina e as comunicações e etc. Em compensação, tornamos as cidade impraticáveis,disseminamos as drogas, destruímos o cinema e a música popular, triplicamos a pobreza, intoxicamos o planeta com publicidade, carros e agrotóxicos, compramos e vendemos armas, políticos e tudo que pudesse ser negociado – enfim, vamos deixar também uma bela lembrança.”

“Nostalgia é atraso – chega de saudade, eu sempre disse -, e os anos dourados do Rio são os de qualquer pessoa que more ou tenha morado na aqui entre os seus 20 ou 30 anos em qualquer década, inclusive a nossa.”

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