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Três gerações vivendo um conflito familiar (sem drama) no filme Paz, Amor e Muito mais

Três gerações vivendo um conflito familiar (sem drama) no filme Paz, Amor e Muito mais

Eu gostei. Mas não me arrisco a contradizer os críticos que, literalmente massacraram o filme PAZ, AMOR E MUITO MAIS, já disponível em DVD. De fato, é uma comédia sem surpresas. De  uma simplicidade quase pueril. Do tipo que o fim se anuncia na primeira cena. Concordo. Não se trata de uma obra prima.

Mas mesmo que tudo fosse ruim, o filme valeria pelo elenco que reúne gente da melhor estirpe cinematográfica: a jovem e bela Elizabeth Olsen, a talentosa atriz do cinema independente norte-americano, Catherine Keener, e a gloriosa Jane Fonte. Elas personificam respectivamente a neta, a filha e a avó vivendo conflitos familiares que acabam desembocando numa felicidade total e completa, quase inacreditável.

Diane é uma advogada de Nova York que não fala com a mãe há 20 anos. Mas, quando o marido pede o divórcio, é pra lá que ela corre, com seus dois filhos, até então desconhecidos da avó, hippie convicta, dona de uma plantação caseira de maconha, líder de protestos contra o consumo, colecionadora de amigos dos tipos mais variados. É uma mulher livre, desenhada com todos os estereótipos que hoje definem o movimento power flower dos anos 1960.

Estereótipos, aliás, é o que não falta no filme. Tudo acontece em Woodstock, pequena cidade famosa por ter abrigado o festival de rock que marcou a era hippie. Esse cenário poderia revelar muito do que foi o movimento da contra cultura se fosse apresentado de forma menos caricata, quase cômica. Jane Fonda viveu a era dos hippies e, como diz o crítico,  teria muito mais a dizer sobre aqueles tempos.

O enredo, assinado por Christina Mengert e Joseph Muszynski,  tropeça ainda nos milagres. A advogada, uma mulher séria e controlada, coleciona mágoas de infância quando a mãe praticava seu estilo liberal sem pudores, tornando a vida da menina um inferno. O drama, no entanto, se dissolve sem como que num passe de mágica.

O que mais deve ter incomodado o povo da crítica foi o fato do filme ter como diretor Bruce Beresford, que já produziu obras tão marcantes como CONDUZINDO MISS DAISY (1989).

Apesar de todos os apesares, colocados todos os senões de PAZ E AMOR, continuo recomendando essa comédia para uma tarde preguiçosa de inverno. Não vai acrescentar muito à sua cultura. Mas é o tipo do passatempo que nos devolve ilusões, diverte e faz a gente rir sem compromisso.

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4 pensamentos em “A última graça de Jane Fonda

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