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“Emoções são um elefante; a razão, o condutor desse elefante”, diz a metáfora do psicólogo Jonathan Haidt

Por que será tão difícil mudar? Os hábitos como que grudam na gente como uma segunda pele. Depois dos 50, então, tem gente que duvida que mudar seja mesmo possível.

Tão difícil tem se provado a questão que virou tema de vários estudos e livros e palestras e de todo tipo de recurso de auto-ajuda. E sempre surgem ideias novas que, se não resolvem o problema, ajudam a gente a refletir.

De fumar a emagrecer, os hábitos parecem revelar um conflito constante que domina nossa mente regulada por dois sistemas — o racional e o emocional. Razão e emoção se enfrentam para tomar o comando de nossas ações. Enquanto o cérebro racional deseja uma silhueta esbelta, o emocional está mais interessado em repetir a sobremesa.

E essa é, em resumo, a tese dos psicólogos americanos Chip e Dan Heath, no livro Switch: How to Change Things When Change Is Hard (ed. Crown Business), que propõem estratégias para alterar hábitos a partir do ponto de vista da psicologia. Contando histórias bem sucedidas que resumem anos de pesquisa na área do comportamento, os autores mostram como se pode superar o conflito. A primeira conclusão — anote aí: mudanças sempre seguem um padrão.

Grosseiramente falando, a razão gosta de mudar, a emoção prefere o conforto do conhecido. Ou, usando outros termos, existem processos mentais que você controla e, portanto, consegue modificar, e outros que são automáticos e que, portanto, fogem ao seu controle.

Para ilustrar esse fato, os Heaths citam a metáfora do também psicólogo, Jonathan Haidt, pai da corrente do Social Intuitionism americano: emoções são um elefante; a razão, o condutor desse elefante. O animal obedecerá ao piloto, mas apenas enquanto estiver disposto a fazê-lo. Quando os dois estão de acordo, tudo transcorre bem, mas, quando divergem, o elefante tende a levar a melhor. Ele, afinal, é o mais forte e o mais resistente. Há outras circunstâncias, mais raras, em que o condutor convence o bicho a mudar de ideia. É aí que acontece a mudança de hábito.

Para os autores, toda mudança é um processo de três etapas:
* fale direto com o condutor do elefante (razão), que comanda os processos conscientes. Muitas vezes, o que parece resistência é apenas sinal de que ele não entendeu o sentido da mudança.
* motive o elefante (emoção), responsável pelos processos intuitivos. O que parece preguiça pode ser só cansaço ou falta de estímulo. O condutor não consegue opor-se ao animal por muito tempo, assim, é preciso colocar o lado emocional para trabalhar a favor da mudança.
* escolha o melhor caminho. Se você alterar um pouco as circunstâncias em que deve ocorrer a transformação, o novo hábito pode parecer mais atraente e a virada mais provável.

Nota: Jonathan Haidt é um psicólogo social da NYU – Stern School of Business. Sua pesquisa examina os fundamentos intuitivos e não automáticos da moralidade e como a moral varia nas várias culturas, sobretudo entre os próprios americanos, divididos em liberais, conservadores e libertários. É autor de The Happiness Hypothesis e do best-seller do New York Times, The Righteous Mind: Why Good People are Divides by Politics and Religion. Se quiser conhecer melhor o trabalho de Jonathan Haidt, visite o site do livro The Righteous Mind ou assista a essa palestra que ele deu no TED.

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6 pensamentos em “Emoção, razão, os hábitos e os elefantes

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