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Novas descobertas aumentam as esperanças de que a ciência encontre formas melhores de lidar com o Alzheimer

Novas descobertas aumentam as esperanças de que a ciência encontre formas melhores de lidar com o Alzheimer

Ainda não dá pra celebrar. Mas já se pode somar mais alguma esperança na luta contra males do sistema nervoso. Pesquisas saídas do forno, realizadas na Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, descobriram a primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral causada por doenças degenerativas como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

Entender como a descoberta aconteceu é bem complexo. Mas vamos lá tentar.

A coisa toda começou com estudos sobre os mecanismos naturais de defesa do organismo, como informa o site da BBC Brasil. “Quando um vírus atinge uma célula do cérebro”, diz a notícia, “o resultado é um acúmulo de proteínas virais. Para se defender, as células desativam a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus.” Da mesma forma, muitas doenças neurodegenerativas desencadeiam a produção de proteínas defeituosas, que ativam o mesmo mecanismo de defesa as células. Mas, nesse caso, o processo é mais longo e repetido a ponto de causar a morte dos neurônios, afetando áreas que controlam o movimento ou a memória. A substância que está merecendo tantos aplausos da Ciência justamente neutraliza esses mecanismos de defesa, o que interrompe (ou ao menos retarda) o processo de degeneração dos neurônios.

E o que é que os ratos têm a ver com isso? Foram eles que testaram o efeito do composto. É claro que essa ainda não é uma droga que se possa ministrar a pessoas. Mas já é um começo. A eles, os camundongos, portanto, aqui vão os nossos sinceros agradecimentos!

Mais boas notícias sobre “aquelas” doenças
Outros três estudos recentes chegam para combater males como o Alzheimer.

A molécula-chave responsável pelo equilíbrio celular
Segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Cell Biology, as células do organismo produzem proteínas que permitem a entrada dos nutrientes disponíveis na circulação. É função dessas mesmas proteínas barrarem nutrientes que não sejam necessárias ao equilíbrio celular.
O estudo, liderada por Sandra Paiva, da Escola de Ciências da Universidade do Minho em Portugal, e por Sebastien León, do Instituto Jacques Monod da Universidade de Paris, França, descobriu uma molécula-chave envolvida no processo de destruição dos elementos desnecessários.
“Defeitos nesse mecanismo estão associados a doenças como Parkinson e Alzheimer, hipertensão hereditária e câncer. As células de câncer, por exemplo, necessitam de muita energia e quando se reduz o número de transportadores ficam privadas de alimento, tornando se mais sensíveis à quimioterapia”, afirma Sandra, que acredita que a descoberta abre novas perspectiva no tratamento destas doenças.

Afinal, um teste que permite o diagnóstico
Estudiosos da Universidade de Saarland, na Alemanha, desenvolveram uma técnica de diagnóstico precoce do mal de Alzheimer por meio de um simples exame de sangue. Atualmente, não existe um teste único de detecção da doença. Até hoje, o diagnóstico depende testes de cognição e de exames de imagem no cérebro. Como ela provoca danos permanentes no sistema nervoso, quanto antes for descoberta, melhor se consegue retardar o avanço dos sintomas.

A técnica, descrita na revista científica Genome Biology, identificou fragmentos de material genético dispersos na corrente sanguínea típicos de quem desenvolve Alzheimer, mesmo antes dos sintomas de demência se manifestarem. O teste foi preciso em 93% das vezes em 202 amostras de sangue colhidas de 70 pacientes, 48 deles com a doença. Leia mais aqui.

E mais possibilidades de diagnóstico precoce
Diagnóstico. Esse é o grande drama quando se trata de doenças de Alzheimer. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores as chances de evitar danos cerebrais e suas cruéis consequências. Até agora, o recurso se limita a testes de cognição e exames de imagens do cérebro.

A boa notícia é que uma nova técnica apontou diferenças no volume de minúsculos fragmentos de material genético flutuando na corrente sanguínea de portadores da doença. O estudo realizado pela equipe da Universidade de Saarland, na Alemanha, comparou esse resultado com o de pessoas saudáveis e está investigando se esse pode ser um caminho de diagnóstico. Essa é a base da pesquisa ainda em fase inicial, mas que aponta para o dia em que um simples exame da sangue possa ajudar a detectar o problema.

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